BIOGRAFIA
Silvia Marcon
Mosaicista e artista urbana. Sua trajetória profissional e acadêmica foi marcada por uma dedicação integral ao mosaico desde 2012. Nascida em Porto Alegre, foi lá que abriu seu atelier e iniciou suas intervenções artísticas em espaços públicos.
Desde o começo de sua carreira, ela sentiu uma forte ligação com a arte urbana, considerando a rua como um museu aberto a todos. Para ela, a arte pública democratiza o acesso à cultura, permitindo que pessoas de diversas origens e condições sociais interajam com obras significativas. Essa convicção é uma grande motivação e um pilar fundamental de seu trabalho. Nesse contexto, por volta de 2014, surgiu o projeto da Mona Lisa.
A Mona Lisa, ícone mundialmente conhecido, oferece uma base rica para a exploração de diversos temas e conceitos através de releituras em mosaico. A figura da Mona Lisa demonstra grande versatilidade, possibilitando uma rica exploração da diversidade e das situações cotidianas. Isso facilita a identificação do público e transporta a obra do Louvre para o ambiente urbano, promovendo uma maior interação.
Entre o final de 2016 e 2024, a artista percebeu uma evolução natural e orgânica de suas Monas. Além do desenvolvimento técnico, notou um enorme potencial para expandir essa ideia à medida que seu trabalho ganhava reconhecimento. A figura, com seu sorriso enigmático e presença icônica, tornou-se uma tela em branco para explorar temas contemporâneos. Cada releitura representou uma oportunidade de imaginar a Mona Lisa em diferentes contextos e abordar questões sociais relevantes.
Utilizando técnicas de mosaico aprendidas no Brasil e na Itália, a artista criou releituras únicas, cada uma com sua própria identidade e mensagem, que se encontram em diversas cidades do Brasil e do exterior.
A arte como forma de militância sempre esteve presente em seu trabalho. Ela acredita no poder da arte para inspirar mudanças e promover a justiça social, e cada instalação é vista como uma forma de resistência e questionamento das normas, trazendo à tona temas frequentemente ignorados.
A interação direta e espontânea com o público é o que a motiva a seguir. Sua arte alcança pessoas de todas as idades e origens, criando uma conexão imediata entre a obra e o espectador. Cada sorriso e olhar de admiração são recompensadores.
Seu trabalho se fundamenta nos conceitos de lugar e não lugar de Marc Augé, buscando transformar não lugares em espaços de apreciação artística, trazendo vida e significado para áreas que poderiam passar despercebidas.
A transformação de não lugares em espaços de arte é um desafio que a fascina. Cada local possui suas características e histórias, e seu objetivo é integrar as intervenções artísticas de forma a enriquecer esses ambientes e criar uma conexão emocional com o público. Trabalhar em locais não convencionais oferece uma oportunidade única de revitalização.
Sua missão é levar a arte para o cotidiano das pessoas, rompendo as barreiras tradicionais de acesso à cultura. Ela acredita que a arte deve ser parte integrante do tecido urbano, contribuindo para a vitalidade e riqueza cultural das cidades.